quarta-feira, 12 de agosto de 2009

IMPRESSIONISMO




Não sou um estudioso de arte, mas gosto de aprender sobre os movimentos e as grandes mudanças que aconteceram na história da arte e suas influências. Pensar nos grandes pintores que influenciaram e continuam influenciando nossos artistas atuais, sempre me levou a refletir a respeito da grande ousadia em suas atitudes; assim estes questionaram uma determinada técnica e investiram numa nova possibilidade de expressar e/ou mostrar a natureza ou objetos. Dentre esses movimentos que admiro e desejo expor, está o impressionismo. Assim, de modo resumido, pode-se definí-lo como um movimento artístico que surgiu na pintura européia no século XIX; o nome foi derivado da obra Impressão, nascer do sol (1874) de Claude Monet - considerado um dos grandes expoentes do mesmo-, assim denominado pelo crítico de arte Louis Leroy como forma de menosprezar a pintura vista por ele, que não seguia os padrões descritos pla pintura realista. Entretanto, a origem do impressionismo e seu novo modo de pintor é de autoria de Manet, ao abandonar a suavidade do método acadêmico e utilizar cores vibrantes e luminosas. Houve assim, um abandono do interesse em retratar a realidade fielmente e em assuntos religiosos, mas em ver a obra em si mesma, motivados pela invenção da fotografia que já copiava a natureza de forma exata. Com isso, os elementos luz e o movimento percebido nas pinceladas configuraram-se como fundamentais para a obra impressionista, pois seus quadros eram pintados ao ar livre, captando as coisas simples da vida, como por exemplo: o reflexo das águas, fumaça de trem, etc. Como forma de expressar a intensa preocupação com a luz e seus efeitos, sem necessariamente repetir, Claude Monet pintou algumas paisagens em vários momentos do dia, como a Catedral de Rouen, para assim reproduzir a incidência da luz sobre a mesma.


Desse modo, como características do impressionismo, podemos destacar:

-A pintura deve mostrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz do sol num determinado momento, pois as cores da natureza mudam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol;
-É também com isto uma pintura instantânea (captar o momento), recorrendo, inclusivamente à fotografia;
-As figuras não devem ter contornos nítidos pois o desenho deixa de ser o principal meio estrutural do quadro passando a ser a mancha/cor;
-As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam. O preto jamais é usado em uma obra impressionista plena;
-Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares. Assim um amarelo próximo a um violeta produz um efeito mais real do que um claro-escuro muito utilizado pelos academicistas no passado. Essa orientação viria dar mais tarde origem ao pontilhismo;
-As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo contrário, devem ser puras e dissociadas no quadro em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para se tornar óptica;
-Preferência pelos pintores em representar uma natureza morta do que um objeto.


Fonte: Sites - Wikipédia, UOL Educação.

Um comentário:

  1. Amei seu blog...
    Esse é meu amigo!!!! Cheio de inspirações e muita sensibilidade!!
    Seus poemas são maravilhosos, parabéns!!!!!

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